Para dizer de Maria Lucia Pacheco e do caos informado por Eros, convém pontificar que toda arte começa com desenho - não importa se dedo na areia, graveto na lama, pedrinha na parede da caverna, na madeira, no metal, giz, lápis, pincel, cinzel... – e, disso ela entende como poucos e como raros. E, o mais importante ! Comedida, mas, também com toda ampla liberdade, ela sabe se manter nas exatas fronteiras do essencial, do absolutamente necessário, daí resultando essas cristalinas, mas, dada a dinâmica do fazer artístico, não cristalizadas, resultando formas sublimes.
Depois de 30 anos (1982), retornei a Embú das Artes em setembro / 2012. Como diria a poetisa paranaense Helena Kolody: "Em vão percorro a cidade com meus olhos de antes. As ruas não são as mesmas... E são outros os passantes."